Injeção Eletrônica: Saiba tudo sobre os Sensores de Fluxo de Ar – Final


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Medidor de  Fluxo da Massa de Ar

Este sensor é utilizado em sistemas que utilizam o método de cálculo Massa de Ar, neste método o sensor informa diretamente o valor da massa de ar que entra no motor, e então a ECU calcula a quantidade de combustível a ser injetada.
Localizado entre o filtro de ar e corpo de borboleta, o sensor recebe o fluxo de ar aspirado pelo motor, o qual passará por corpo aquecido. Esse corpo pode ser de dois tipos que caracterizam o sensor:

  • Fio Aquecido – Hot Wire;
  • Filme Aquecido – Hot Film-Grid.

Fio Aquecido:

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Trata-se de um fio de platina com 70mm de diâmetro que fica exposto ao fluxo de ar, uma corrente elétrica encarrega-se de manter o fio aquecido, mas a medida que o ar flui passando pelo fio, este esfria.
A corrente elétrica no fio aumenta para compensar a perda de temperatura até que o fio atinja o equilíbrio. O valor da corrente elétrica que mantem o fio em sua temperatura de equilíbrio com o fluxo de ar é diretamente proporcional a massa de ar que passa pelo fio, a corrente é convertida em tensão de saída para ECU que irá analisar o valor encontrado. Variações de temperatura e pressão influenciam no valor da densidade do ar, o sensor é preparado para trabalhar com variações de fluxo na faixa do milissegundos. Tamanha precisão é prejudicada pela incapacidade do sensor em detectar para qual direção essa massa de ar está fluindo, com isso o sensor pode enviar sinais incorretos em determinadas situações.

sf22Para a manutenção da temperatura do fio fino, é utilizado um circuito de malha fechada, que nada mais é do que uma ponte de wheatstone e um amplificador. Este circuito também monitora o sensor de temperatura, que é outro fio fino sendo este um resistor em regime de temperatura – Termistor.
Com a função de assegurar o perfeito funcionamento do sensor, ao ser desligado o motor o sensor ativa o seu processo de limpeza. Detritos carregados pelo ar podem contaminar o fio, o processo de limpeza é o aquecimento do fio por alguns segundos para queimar qualquer sujeira que esteja impregnada no fio, a temperatura de aquecimento pode chegar a aproximadamente 1000ºc.

Filme Aquecido:

Crédito foto: http://mafsensor.com/

Crédito foto: http://mafsensor.com/

Neste caso o corpo aquecido é um filme de platina, o filme contem um substrato onde estão todos os elementos de medição e controle do sensor.
O substrato é uma plaqueta de cerâmica que abriga o resistor de aquecimento e o sensor de temperatura. Trabalha de forma similar ao fio aquecido, também possui um circuito interno de malha fechada, mas não dispõe de estratégia de limpeza do sensor, pois sua posição é favorável ao arraste de sujeira pelo fluxo de ar, o pequeno acumulo que pode se formar é na parte frontal do sensor.

Funcionamento

Ao ligar a ignição do veículo sem dar a partida, o sensor já começa a trabalhar, mesmo enviando a ECU um sinal de 0 volts, pois não há, ainda, fluxo de ar no motor.
Quando o motor começa a funcionar, o fio ou filme aquecido troca de calor com o ar que flui pelo coletor, assim o valor informado pelo sensor será diferente. Caso ocorra alguma variação na temperatura do ar, ela será percebida pelo sensor de temperatura. A temperatura de trabalho destes sensores podem chegar a cerca de 200º.

O sinal que é enviado para ECU é utilizado para determinar a carga do motor, o quantidade de combustível a ser injetada(principal), quando vai ocorrer a centelha da vela de ignição e em veículos automáticos ajuda a determinar o momento de um mudança.

Confira o vídeo sobre o sensor MAF na coluna ao lado:

Aplicações e sistemas
  • Alfa Romeo 156 2.5 24v;
  • Alfa Romeo 166 3.0 v6 24v;
  • Chevrolet Calibra 2.0 16v;
  • Chevrolet Vectra GSi 2.0 16v;
  • Fiat Marea 2.0 Turbo;
  • Fiat Stilo Abarth 2.4;
  • Audi A3 1.8 Turbo 20v;

Sistemas:

  • Di – Motronic;
  • Me – Motronic.

Acadêmico de Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Técnico em mecânica automotiva pelo Senai-CE e IFCE, certificado Six Sigma Green Belt. Profissional dedicado a área automobilística, com 8 anos de experiência no mercado automotivo, do setor de peças a qualidade em montadoras.

  • Pingback: Guia CARROS INFOCO de Injeção Eletrônica | Carros Infoco ()

  • Tenho um Audi a3 150 cv. O carro morreu outro dia quando acelerei um pouco mais. Depois não pegava, pegava mas morria em seguida. Mecânico falou que era este sensor de fluxo de ar. Ao desconecta-lo o carro funciona, mas faz um barulho de assobio, se conectar o carro morre na hora. A peça foi trocada e o problema persistiu. O que pode ser?

    • Que tal fazer uma busca no coletor de admissão, pode estar tendo alguma entrada falsa de ar. É importante verificar isso antes de qualquer troca de peça.

  • Boas tardes
    Tenho um stilo abarth 2.4 de 170cv, aconteceu me exatamente o que aconteceu ao Sandro , o carro pega e fica a trabalhar mas apenas durante 2segundos e desliga-se não sei se é muito comum isso acontecer ou não mas estou preocupado
    O que posso fazer?
    Será o sensor de massa de ar?

  • Anderson me ajude por favor,tenho uma Audi A5 motor turbo,meu carro faz 3 meses q vem dando trabalho e gasto,o carro começa a falhar e a luz da anomalia acende,levei para o oficina,já me trocaram 4 bobinas,velas,limpeza de bico até de posto de gasolina troquei,o carro fica bom,depois de 2 semanas volta a persistir o defeito,tinha um golf com o mesmo problema e o mecanico trocou essa peça(sensor refluxo de ar)e o carro melhorou;Será que se trocar essa peça(cara)eu resolvo o problema,obrigado.

    • Depende Sandoval, são carros diferentes. O correto é fazer um mapeamento da leitura dos sensores, e então será possível visualizar se o sensor de fluxo de ar está com problemas.

  • Claudiney Batista do Nascimento

    Amigo, tenho um Audi A3 1.8 turbo automático, o carro não corresponde a aceleração , e de repente morre, vi alguns comentários sobre o catalisador, vc acha que pode ser isso?

  • Andersen boa tarde.
    tenho uma nissan pathfinder 99 o carro faz um falhamento após uns segundos o carro morre.
    mexo na tomada do sensor de fluxo de ar e o carro volta a funcionar normal mas quando eu solto a tomada o carri torna a falhar.
    a tomada pode está com folga ou o sensor que então danificado?
    Alguma resposta por favor

  • Olá tudo bem, sou reparador automotivo, e vejo que estamos lidando com problemas eletromecânicos, talvez até simples, se utilizar a ferramenta de forma adequada (scanner automotivo), o mesmo lhe colocara na região do defeito, depois é só um pouco de paciência, é só ver onde o scanner ti posicionou, de posse de uma ponta de provas e um multímetro vc conseguira resolver muitas das vezes sem trocar nenhuma peça. Siga corretamente as informações do scanner.

    • Sem tirar nem por sobre o que você disse, Jakson. O scanner é uma grande ferramenta, mas muitas vezes, mesmo, o que ele indica, não necessariamente é o problema.

  • Valdinei Adriano

    Amigo, você confundiu o sensor de fluxo de ar (potenciômetro), Sensor com fio aquecido, sensor de massa de ar (filme aquecido). Cada um é utilizado como diferentes tipos medidores do ar admitido pelo motor, fazendo a função do atual Sensor de Pressão Absoluta (MAP).

  • Miguel Luiz Giacomelli

    Olá, boa noite! Observando os comentários (problemas e soluções) com sensores MAF (Fluxo de Massa de Ar), muito utilizados também nos veículos VW e AUDI com motores (1.8 – 2.0 – 2.5), digo que eles podem ser ludibriados facilmente para também enganar os Módulos de Injeção Eletrônica, fazendo com que o consumo de combustível seja reduzido significativamente. Os encharques dos Bicos de Injeção, bem como, os tropeços da marcha lenta também serão eliminados. Basta aquecer o ar que passa pelo sensor MAF, vindo da caixa do filtro de ar do veículo. Esse ar quente pode ser canalizado da área externa do escapamento do próprio veículo, assim como era feito nos antigos veículos movidos a álcool. Não é preciso cortar nada no veículo, nem mesmo modificar parte elétrica e outros. O aquecimento do ar que passa pelo sensor MAF vai manter o Thermistor do sensor levemente mais aquecido, fazendo com que ele envie sinais para o Módulo de Injeção Eletrônica, mais próximos de (1 Volt), fazendo com que o tempo de injeção seja diminuído. Que felicidade, que felicidade gente boa!!! Enganar o tão “Smart” Módulo de Injeção Eletrônica criado por essa Engenharia de (M), com uma simples e inteligente solução. Injeção Eletrônica foi copiada (já existiu em 1931) para fazer os veículos gastarem mais combustível, maquiada pelo conforto de se pilotar um automóvel moderno. Vocês já ouviram falar em Carburador com Bóia Elétrica… E Injetor de Combustível com Motor de Passo? Com certeza não. É o Céu! Gente: O carro é seu (você comprou e pagou). Você decide, quanto quer andar e quanto quer gastar. Boa Noite!

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